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Quarta, 19 Julho 2017

Janot se viu forçado a liberar irmãos JBS

Janot se viu forçado a liberar irmãos JBS

 

Washington, EUA (BBC) - Janot afirmou que não queria conceder imunidade – com garantia de que os irmãos não serão denunciados ou investigados pela Justiça –, mas que não teve outra opção frente à insistência dos Batista para evitar que os supostos crimes em andamento, envolvendo a possível participação do presidente Michel Temer e outras autoridades, continuassem acontecendo.
"Em toda a negociação, esses sujeitos (Joesley e Wesley Batista) diziam: 'olha, a gente não abre mão de imunidade porque a extensão é enorme'", disse Janot.
"Essa foi a primeira colaboração que nos trouxe elementos para cessar prática delituosa, e não para investigar delitos praticados no passado, e delitos graves, envolvendo altas autoridades da República", acrescentou.


Janot afirmou que não teve escolha. "Tive que sopesar o interesse público de conceder a imunidade a criminosos - e são criminosos mesmo, cometeram vários, vários e vários crimes -, ou, sabendo da prática em curso de crime, eu não ter como fazer cessar essa prática."


"Eu sopesei o interesse público", disse. "Ninguém se sente feliz concedendo imunidade a criminoso. Mas foi o que foi possível."
Sem citar nomes, o Procurador-Geral se referiu aos irmãos como "pessoas ricas que moram aqui em Nova York".
Além da palestra no Brazil Institute do Wilson Center, ele veio à capital dos Estados Unidos para reuniões com o Departamento de Justiça e o Departamento de Estado do país - segundo a BBC Brasil apurou, o MPF estaria fechando acordos para investigações em conjunto com a Justiça americana no âmbito da Lava Jato.

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